sexta-feira, 20 de julho de 2012
RESPEITAR É HUMANO
A cada dois anos vivemos a volta das eleições e o retorno das campanhas políticas para renovadas as esperanças, definir a escolha por representantes nos governos. E cada vez que tal acontece é incessante a queixa dos descontentes com o processo político da escolha. A Internet é um meio legítimo e uma ferramenta poderosa para aperfeiçoar um método que segundo consta surgiu com os gregos cerca de tres mil anos atrás. Ao invés da praça, temos as redes sociais. Ao invés dos discursos ao vivo, temos os e-mails e os compartilhamentos, enfim, a praça, como a Internet, é do povo. Então de onde vem o desinteresse que afastou as pessoas da praça ? Apressadamente poder-se-ia dizer que foi a classe política, as promessas não cumpridas, a corrupção. Mas não é só isso. Creio que às pessoas entre todas as motivações possíveis, desistiram de co-responsabilizarem-se por suas escolhas. Se escolhem bem, são felizes, se escolhem mal..... Bons governos, se fazem com a mescla de várias e várias opiniões sobre o mesmo assunto, mas no fim, somente uma pode prevalecer e isso é democracia. Ao desistirem de suas opiniões, por decepção, vergonha ou desinteresse, deixam prevalecer justamente as vozes de quem na maioria das vezes, não confiam, não concordam e não elegeriam. Passam a fazer suas lamentações em voz baixa, no canto da sala, entre o burburinho, e por não serem ouvidos, acabam por atacar o processo, a regra, o cenário em si. Tem um ditado popular, que confesso não sei a origem que diz: Odeie os jogadaores, não odeio o jogo ! E é fato, enquanto não sobrevier um modo não restritivo de se administrar o interesse e o bem comum, vamos aperfeiçoar o que temos. As eleições virão e passarão e o que nos resta é deixar o exemplo para as gerações de eleitores que estão se formando, nossos filhos e netos, permanecendo na praça, não desistindo, não dando as costas ao único meio legítimo que temos para dizer os rumos que queremos para nossa sociedade. Deixar de ir com a corrente e se tornar parte da corrente, participar e assumir o lugar que lhe cabe na demanda pela busca da feliciadade própria e coletiva. Conhecer o processo e seus atores é imperativo, ter , formar e divulgar sua opinião é vital para saúde da própria democracia. Ouvir e se informar é a ferramenta essencial para difundir e compartilhar as boas idéias. Discutir é a forma de aperfeiçoar as convicções e enriquecê-las. Respeitar as convicções alheias é humano.
sábado, 30 de outubro de 2010
DIFERENÇAS ENTRE OS IGUAIS
Ficamos mais velhos e morremos um dia de cada vez desde o nascimento, essa é uma verdade incontestável. E ficar mais velho não nos torna mais sábios, necessariamente, pelo contrário, o caminho da experiência terrena nos assegura com alguma exclusividade sobre as demais raças a capacidade de repetir, as vezes infindavelmente os nossos erros. A busca por um melhor resultado para todos, para o coletivo, para a socialmente idealizada paz é um atributo de extrema paciência. À guisa de analisar as futuras lideranças políticas do Brasil é impossível que não se sobreponha a idéia de quão frágil e incipiente é a nossa democracia. Sim, temos tecnologia de ponta para apurarmos em questão de horas uma eleição nacional, de fazer admiração em outros países, no entanto, o tempo e a rapidez em conhecer o resultado não reflete o tempo que seria necessário para que os brasileiros deixem de trocar voto por promessas de mais comida, trabalho, carro novo, viagens, geladeiras, saúde e educação. Sai governo e entra governo, as promessas são as mesmas e ninguém é capaz de chegar em frente ao eleitorado e dizer: - Desculpe povo brasileiro, mas não temos como acabar com a fome como prometemos, nem como colocar cada criança na escola ou de garantir uma velhice tranquila para quem passou a vida na labuta incessante e diária . Ou dizer: -Fez-se pouco nesse governo porquê obstaculizamos o Congresso, entravamos leis que beneficiariam o povo, mas não renderiam votos para nós e sim para situação. E não há vergonha em encarar o eleitorado e ufanar-se de ter realizado a obrigação inerente a todo governante eleito: SER HONESTO. Mundo em que vivemos, não por certo, o mundo que esperamos. De um lado, o juro baixo e o crédito em abundância proporcionou a venda da imagem que o povo que agora tem condições de se endividar na busca por bens de consumo, galgou uma classe na pirâmide social e consumindo mais gerou mais arrecadação de impostos. Não é necessário ser economista ou cinetista político para ver que essa conta não vai fechar. Pelo simples fato de que a capacidade contributiva dos chamados "egressos da pobreza" vai esbarrar justamente no ano fiscal seguinte, na declaração dos que antes não declaravam, no pagamento de alíquotas dos que antes eram isentos e na consequente evasão. A estagnação forçada do assistencialismo vai gerar revolta. Quem está embaixo quer subir e quem está encima não quer descer. Trocar-se-á o comando, virá o Salvador da Pátria novamente, novela que já vimos, enredo que já conhecemos e o Brasil ? O Brasil não aprende.
sexta-feira, 26 de março de 2010
ANA LUIZA MINHA LINDA ESTRELA
Ana Luíza é a minha afilhada que roubou meu coração assim que a vi pela primeira vez . Há poucos dias me contou que foi aceita na Universidade de Quebec e irá cursar Psicologia. Impossível foi segurar toda emoção que senti naquele momento. Enquanto falávamos pelo msn, tive que lhe pedir licença, não conseguia mais sequer enxergar direito as teclas, com as lágrimas que me inundavam os olhos. Foi súbito, ao mesmo tempo que incontrolável e porque não dizer inédito. Refeito, consegui talvez racionalizar a situação vivida sob o argumento de que uma notícia dessas não passa impune ao coração de quem ama. Inconscientemente, revivi o fato da nossa separação, quando mudou-se para São Paulo e de lá ganhou o Canadá. Mesmo tão distante, o fato de saber que agora ela irá morar sozinha , (há algumas horas do olhar gavionesco da mãe) me fez experimentar o fato de que a distância, mesmo amainada pela Internet, não sucumbe aos momentos realmente importantes da vida das pessoas amadas as quais gostaríamos de abraçar longa e demoradamente na comemoração das vitórias e das conquistas. E como é importante abraçar, apertar contra o peito como que a juntar os corações num só batimento, no mesmo ritmo que dita a emoção daquele único e insondável instante da vida. Se por um lado a Internet nos dá a chance de quase tudo, podemos matar a saudade de ver, ouvir e falar, também nos alucina com o desejo impossível de tocar e beijar. Irrefreável emoção que não esmorece, mesmo com a possibilidade do contato quase que diário, pelo contrário, fermenta dentro do peito e sufoca. Apaixonados que somos, pela vida e por tudo que ela representa. Brilha minha linda Ana, brilha.
quinta-feira, 11 de março de 2010
CUIDADOS COM O CORAÇÃO
Seguidamente somos alvos de uma centena de e-mails que nos dizem como devemos cuidar da nossa saúde. Oigalê internet. Não fosse ela e essas correntes de orações, de dinheiro, de dietas, de piadas, de pegadinhas e tantas outras coisas permaneceriam, como bem disse o Bill Gates, na lixeira de cada um. Mal comparando os propósitos elevados das invenções que desvirtuaram seu caminho, me vem a cabeça a depressão sofrida por Santos Dumont quando tomou conhecimento de que o avião, cujos princípios inventara, agora servia de arma de guerra. Mas tenho um método muito simples de catalogar minhas mensagens. Assim como não jogo lixo no pátio do vizinho, são realmente poucos os amigos com quem partilho a troca saudável de correspondência. Naquele horário básico em que devemos limpar nossa caixa, sempre sobra um tempinho para rir e se divertir com alguma bobagem. Foi com grata satisfação que recebi um pwp com as recomendações médicas do brilhante cardiologista Fernando Lucchese, cuja síntese é praticamente a mesma do uso da caixa de mensagem: jogue fora tudo o que não presta, não ocupe sua cabeça, sua memória com coisas que somente exercem carga negativa sobre o seu coração . A vida é curta para gastarmos um momento sequer com a inveja, o ciúme, o rancor . E de fato, quando se cruza por problemas próprios e alheios como meio de vida é essencial ter salvaguardas para separar o conveniente do imprestável. Eu acrescentaria aos ensinamentos do Dr. Lucchese, com toda a vênia que ele me permita, é : Não importa o tempo e muito menos a sua idade, nunca perca a oportunidade de construir amizades verdadeiras, seja com quem for. Amigos são como os flavonóides do vinho, antioxidantes por natureza.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
EX POSITIS 1 - DISCURSO DE JUBILADOS
Poucas pessoas que eu conheço , passaram incólumes pela leitura de duas séries de livros que extasiaram os leitores nos anos '80: os "Anedotário da Rua da Praia" e os "Rapa de Tacho". Seus autores, igualmente brilhantes e igualmente advogados, Renato Maciel de Sá Junior e Aparício Silva Rillo, possuíam o dom de colocar o leitor dentro da história e por mais de uma vez já ouvi gente contando àquelas histórias da Porto Alegre antiga ou os "causos" como se fossem próprios, alguns até descaradamente.
O "Anedotário" foi um trabalho de exaustiva garimpagem em que o Renato Maciel ouviu centenas, talvez milhares de histórias, tanto que fez constar em seus agradecimentos, muitas e muitas pessoas com quem teve a oportunidade de recolher os deliciosos relatos daquela Porto Alegre. Já o Rillo, pelo que consta, registrava os causos "de cabeça" e depois os "passava a limpo", quando chegaram a um bom número , resolveu que era hora de publicá-los.
Imagino ambos, lá no rincão do Pai Eterno, contando suas histórias numa roda de amigos não menor que um Maracanã lotado, fazendo a alegria da eternidade.
E por aí me vou, entre balcões de cartório e salas de audiência, corredores de Tribunais e escritórios, recolhendo da trama diária os momentos que nos fazem rir.
É sabido que muitos autores disfarçam suas experiências pessoais na vida dos personagens que criam - enquanto que outros tantos difundem a idéia de que o autor somente interfere na vida deles não servindo ou não sendo apropriado revelar suas próprias aventuras. No meu caso, como não me filio a nenhuma das posições , abro o nosso "EX POSITIS" com uma mancada monumental da minha própria lavra.
DISCURSO DE JUBILADOS
" Faz poucos anos, num desses dias corridos em que o tempo te cobra todos os minutos do relógio e a via crucis que nos faz ir de Tribunal em Tribunal, de Foro em Foro ainda me lembrava que tinha que prestigiar uma cerimônia de jubilados no auditório da OAB. Atrasado, por óbvio não consegui lugar para sentar e como algumas pessoas se alglomeravam de pé na porta, que ficava nos fundos do salão, fiquei também ali, campeando com os olhos alguma cadeira vaga. A cerimônia se desenrolava e chamavam o orador da turma de jubilados para discursar e...êpa tem gente saindo e é ali mesmo que vou sentar, enquanto as pessoas vagarosamente se espremiam para passar entre as filas para sair dos seus lugares eu esperava em pé no corredor, só pensando em sair logo da frente dos que queriam ouvir o orador. Parece que quanto mais pressa se tem mais devagar os outros andam e tentando não atrapalhar quem queria ouvir e aflito com as pernas que não saiam do caminho para me deixar passar o ouvido atento no discurso eis que o cérebro me trai, o ouvido não acompanha e a língua que deveria ser obediente, não é. O orador, numa pausa costumeira de seu discurso me dá entender que lhe faltou a memória e naquele micro-segundo em que o inconsciente, ante o caos da situação, toma conta , sem meu comando, minha boca abre e num ato de invulgar coragem salvo o orador de seu "branco". No mesmo instante em que toda sala olha para mim, querendo entender o jogral improvisado, decido que não quero mais me sentar, quero é sumir e dou as costas a todos e me sumo do auditório. Não sem antes ouvir do assustado orador: - Obrigado colega !
O "Anedotário" foi um trabalho de exaustiva garimpagem em que o Renato Maciel ouviu centenas, talvez milhares de histórias, tanto que fez constar em seus agradecimentos, muitas e muitas pessoas com quem teve a oportunidade de recolher os deliciosos relatos daquela Porto Alegre. Já o Rillo, pelo que consta, registrava os causos "de cabeça" e depois os "passava a limpo", quando chegaram a um bom número , resolveu que era hora de publicá-los.
Imagino ambos, lá no rincão do Pai Eterno, contando suas histórias numa roda de amigos não menor que um Maracanã lotado, fazendo a alegria da eternidade.
E por aí me vou, entre balcões de cartório e salas de audiência, corredores de Tribunais e escritórios, recolhendo da trama diária os momentos que nos fazem rir.
É sabido que muitos autores disfarçam suas experiências pessoais na vida dos personagens que criam - enquanto que outros tantos difundem a idéia de que o autor somente interfere na vida deles não servindo ou não sendo apropriado revelar suas próprias aventuras. No meu caso, como não me filio a nenhuma das posições , abro o nosso "EX POSITIS" com uma mancada monumental da minha própria lavra.
DISCURSO DE JUBILADOS
" Faz poucos anos, num desses dias corridos em que o tempo te cobra todos os minutos do relógio e a via crucis que nos faz ir de Tribunal em Tribunal, de Foro em Foro ainda me lembrava que tinha que prestigiar uma cerimônia de jubilados no auditório da OAB. Atrasado, por óbvio não consegui lugar para sentar e como algumas pessoas se alglomeravam de pé na porta, que ficava nos fundos do salão, fiquei também ali, campeando com os olhos alguma cadeira vaga. A cerimônia se desenrolava e chamavam o orador da turma de jubilados para discursar e...êpa tem gente saindo e é ali mesmo que vou sentar, enquanto as pessoas vagarosamente se espremiam para passar entre as filas para sair dos seus lugares eu esperava em pé no corredor, só pensando em sair logo da frente dos que queriam ouvir o orador. Parece que quanto mais pressa se tem mais devagar os outros andam e tentando não atrapalhar quem queria ouvir e aflito com as pernas que não saiam do caminho para me deixar passar o ouvido atento no discurso eis que o cérebro me trai, o ouvido não acompanha e a língua que deveria ser obediente, não é. O orador, numa pausa costumeira de seu discurso me dá entender que lhe faltou a memória e naquele micro-segundo em que o inconsciente, ante o caos da situação, toma conta , sem meu comando, minha boca abre e num ato de invulgar coragem salvo o orador de seu "branco". No mesmo instante em que toda sala olha para mim, querendo entender o jogral improvisado, decido que não quero mais me sentar, quero é sumir e dou as costas a todos e me sumo do auditório. Não sem antes ouvir do assustado orador: - Obrigado colega !
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
MATHIAS...
Terminada campanha política para eleições na OAB/RS é comum, após assimilarmos os resultados, a tão conhecida operação rescaldo. A derrota no pleito que não teve o condão de derrubar os antigos guerreiros, pelo contrário, foi um bálsamo que veio para curar de vez, velhas feridas permanentemente abertas, nos trouxe também, como prêmio, a convivência, a camaradagem e a amizade de um grande advogado: Mathias Nagelstein . Não fui seu aluno, embora tenha me graduado na mesma Universidade em que ele deu aula, portanto não posso deixar de sentir que fui alvo de um desencontro no destino que me custou uma lacuna na minha educação acadêmica. Durante pouco mais de 50 dias pude conhecer não somente o profissional respeitado no País inteiro, mas também o pai, o marido, o colega, o líder . Ter diariamente recebido a atenção, a consideração e por fim a amizade do Mathias, sim porque os pronomes de tratamento circunspectos e formais foram retirados " a tapa" da nossa rotina, sem qualquer pejo ou lugar comum. - Mathias é como os amigos me chamam, disse ele, vamos deixar esses rapapés lá prá ... E com seu costumeiro bom humor, sua fala metodicamente pausada presenteava-nos diariamente com histórias e "causos" divetidíssimos, fazendo com que ainda hoje possamos sentir falta daqueles dias de elevado stress, correrias, programações, compromissos e tudo o mais que ronda a rotina de um comitê eleitoral. Da minha parte, e sei que da Jô e do Marco também, devo dizer: - Obrigado Mathias, muito obrigado !
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
MÊDO É CULTURA ?
Do sempre iluminado, Divaldo Pereira Franco, colhi uma de suas tantas pérolas: "A cultura do mêdo que se instalou no início deste século para difundir estranhas profecias de finais dos tempos." Está repleto de razão o nosso mestre. Não há um só dia na vida da gente desde que multiplicou-se exponecialmente o acesso à Internet, que não chegue a minha caixa postal um número expressivo de mensagens propagadoras do "mêdo"! É bebida que não presta, remédio que danifica, cadeira de cinema com agulhas, golpes dos mais variados, estacionamentos de shoppings com Vans de malfeitores, elevadores, caixas de leite recicladas, hamburguer de minhoca, refrigerantes carcinogênicos, etc, etc, etc ... A quem tudo isso aproveita . É uma série imensa de NÃO FAÇA ISSO, NÃO FAÇA AQUILO, NÃO COMA, NÃO BEBA . Até mesmo as inocentes correntes de oração difundem o mêdo: o medo de não ter, o mêdo de não ser . Vai daí que quem gosta de pensar e raciocinar um pouco mais adiante pode simplesmente deduzir , alheio as tantas conspirações da moda, que fora o tempo gasto em ler tanta inutilidade, nada mais resta. Mas é fato que os impressionáveis de plantão são , à guisa de um cálculo matemático básico em relação ao número de acessos mediatos à web, dezenas de milhões. Entre tantos, crianças e adolescentes cujo imediatismo da vida é calculado pelo número de msg, posts, torpedos, twitters que conseguem enviar e receber no espaço de tempo em que permanecem acordados. Sim , MÊDO é cultura, e não é de hoje. Difundir o mêdo é um dos tantos modos existentes desde a existência da palavra escrita e a partir de Guttemberg, publicada, que se utiliza para manipular a vontade do outro. Toda religião fala de mêdo. Alguns irão dizer: - Mas fala de amor também. E existe amor sem mêdo? As reações físicas que se experimenta em ambas as situações não são absolutamente iguais ? E a indagação seguinte é: O ser destemido pode amar alguém ou algo ? Não nesse mundo eu concluo. O amor traz apego, tanto ao material como ao imaterial e nesse espaço preenchido de mêdo, acaba não sobrando lugar para a evolução racional e sistemática. Amar é ótimo, mas como seria amar quando se chega ao passo seguinte da evolução ? O amor incondicional. O amor universal. Deixamos de ter mêdo quando a razão para tê-lo se desvanece na maioria absoluta dos casos, justamente quando se manifesta o nosso lado racional e pragmático. Ninguém perde o mêdo por coação, por determinação superior ou por vontade de terceiro. O mêdo deixa de existir justamente quando equilibramos a equação da nossa razão com a incógnita do futuro, cujos dados são representados pelo conhecimento acumulado por toda uma existência. Já dizia o ditado: " tem mêdo mas não tem respeito" . Porque é mais fácil ter mêdo. Respeito é conquista e consciência, apesar dos enganos comuns, não há convivência entre os dois por óbvias razões. Nesse embalo utópico, por sinal, é que se deveria fomentar uma nova cultura. A cultura do Respeito, começando pelas coisas mais elementares das relações humanas e indo até ao respeito universal à toda forma de vida e seu direito de co-existir em harmonia.
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