sábado, 30 de outubro de 2010
DIFERENÇAS ENTRE OS IGUAIS
Ficamos mais velhos e morremos um dia de cada vez desde o nascimento, essa é uma verdade incontestável. E ficar mais velho não nos torna mais sábios, necessariamente, pelo contrário, o caminho da experiência terrena nos assegura com alguma exclusividade sobre as demais raças a capacidade de repetir, as vezes infindavelmente os nossos erros. A busca por um melhor resultado para todos, para o coletivo, para a socialmente idealizada paz é um atributo de extrema paciência. À guisa de analisar as futuras lideranças políticas do Brasil é impossível que não se sobreponha a idéia de quão frágil e incipiente é a nossa democracia. Sim, temos tecnologia de ponta para apurarmos em questão de horas uma eleição nacional, de fazer admiração em outros países, no entanto, o tempo e a rapidez em conhecer o resultado não reflete o tempo que seria necessário para que os brasileiros deixem de trocar voto por promessas de mais comida, trabalho, carro novo, viagens, geladeiras, saúde e educação. Sai governo e entra governo, as promessas são as mesmas e ninguém é capaz de chegar em frente ao eleitorado e dizer: - Desculpe povo brasileiro, mas não temos como acabar com a fome como prometemos, nem como colocar cada criança na escola ou de garantir uma velhice tranquila para quem passou a vida na labuta incessante e diária . Ou dizer: -Fez-se pouco nesse governo porquê obstaculizamos o Congresso, entravamos leis que beneficiariam o povo, mas não renderiam votos para nós e sim para situação. E não há vergonha em encarar o eleitorado e ufanar-se de ter realizado a obrigação inerente a todo governante eleito: SER HONESTO. Mundo em que vivemos, não por certo, o mundo que esperamos. De um lado, o juro baixo e o crédito em abundância proporcionou a venda da imagem que o povo que agora tem condições de se endividar na busca por bens de consumo, galgou uma classe na pirâmide social e consumindo mais gerou mais arrecadação de impostos. Não é necessário ser economista ou cinetista político para ver que essa conta não vai fechar. Pelo simples fato de que a capacidade contributiva dos chamados "egressos da pobreza" vai esbarrar justamente no ano fiscal seguinte, na declaração dos que antes não declaravam, no pagamento de alíquotas dos que antes eram isentos e na consequente evasão. A estagnação forçada do assistencialismo vai gerar revolta. Quem está embaixo quer subir e quem está encima não quer descer. Trocar-se-á o comando, virá o Salvador da Pátria novamente, novela que já vimos, enredo que já conhecemos e o Brasil ? O Brasil não aprende.
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