sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
PEQUENAS HISTÓRIAS, GRANDES ADVOGADOS
Já há algum tempo, tive a ideia de reunir, com os colegas "de mais experiência" do que eu, as boas histórias de advogado que nos fazem lembrar o que nos fez um dia optar por essa digna profissão. Mas para nós , escritores ficcionais amadores, o propósito da obra tem um quê de metafísico e ao mesmo tempo de realidade. Quantas e boas histórias já não ouvimos ou , participamos e que na roda dos amigos sempre arrancam sorrisos, algumas, gargalhadas outras tantas e nostalgia, quase todas. Por falar em nostalgia, nunca em minha vida poderia imaginar que me rotulariam, algum dia de "bonachão", pois foi o que eu soube dias atrás: - O Zico ? É aquele ali, o bonachão ... Vai daí que a minha famosa paciência me transformou no típico ouvinte, qualidade (olha a modéstia) que cultivei nos dias que passei com meu avô Danilo Bernardi, cuja a veia para contar uma boa história, recheada de datas, horários e locais que a sua privilegiada memória faziam-me transportar no tempo há uma Porto Alegre que só vemos por fotos tão antigas quanto a própria Capital. Mas, infelizmente, no meu DNA, não herdei àquela memória fabulosa e penitencio-me por ter perdido algumas histórias deliciosas. Esse carinho e respeito pela tradição da memória oral, que muitas vezes coçou-me os dedos para sair registrando as histórias dos colegas que mesmo não sendo "de banca", tinham verdadeiros arsenais de situações vivenciadas em anos de prática forense, a essência da expressão "esfregar a barriga no balcão". Então , fazendo a minha parte para demosntrar aos colegas mais novos uma época em que o Advogado, trazia no seu semblante o orgulho da profissão e cercava-se da mais pura camaradagem com os outros profissionais da área (hoje operadores do direito), vou à caça dessas boas histórias.
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